U.O.N - Universidade 11 de Novembro

Notícias

6ª Edição das Jornadas Novembro Académico/2014

 

 

 

Caro (a) universitário (a), a Universidade 11 de Novembro de que faz parte é um espaço, mas também a maior oportunidade que lhe é oferecida para pôr à prova as suas capacidades e as suas competências, em sintonia com os seus pares. Convido-o (a) a encarar a sua vida universitária como um desafio, entre outros, de fazer do desenvolvimento socio-económico e tecnológico do nosso país e do continente africano não apenas um sonho, mas uma realidade. Não tenha medo de pensar; não tenha medo de produzir. O ser Homem não é inato, mas uma conquista.

O atraso que a África ainda regista, em diversos domínios, deve preocupar cada filha e filho deste continente. O contrário seria uma resignação irresponsável.

Não existe um caminho esotérico nenhum para superar este atraso, fora da aquisição do saber científico, da sua promoção e da sua aplicação. Tenho a ousadia de dedicar- lhe este pensamento de Marianne Williamson atribuído a Nelson Mandela:

“ Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida.
É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora. Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser Brilhante, Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser? [...] Fazer-se pequeno, encolher-se, não ajuda o mundo. […] A iluminação não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo.”

 

Por esta razão, a Universidade 11 de Novembro, comunica o público em geral que estão aberta as inscrições para prelecções de temas no âmbito das 6ª Edição das Jornadas Novembro Académico/2014 sob lema “ Produzir e Promover o Saber Científico, Penhor de um Ensino Universitário Sustentável”, a ter em conta os seguintes eixos temáticos:

1.      O ensino superior no processo de inovação e desenvolvimento tecnológico
2.      A economia face às exigências da globalização
3.      Investigar para sustentar uma intelectualidade dinâmica
4.       (Re)pensar o direito face aos desafios actuais …
5.      O desenvolvimento sustentável das organizações
6.      A dimensão humanista na formação dos médicos.

N.B.: As nossas reflexões académicas devem estar em sintonia com os problemas reais da sociedade e com as preocupações do Governo.

 

 AS DIFERENTES SUBCOMISSÕES E SEUS RESPECTIVOS RESPONSÁVEIS

1.    Subcomissão Científica: Dr. Domingos Gabriel Nzau Nddele
2.    Subcomissão da Redacção: Dr. Alexandre Chuculate Pambo
3.    Subcomissão da Logística: Dr. Belarmino R. Buco
4.    Subcomissão Técnica: Dr. Jeremias G. Maria
5.    Subcomissão da Cultura e Desporto: Dr. Ilídio Saco Nunes
6.    Subcomissão do Protocolo: Srª Filomena da Glória Ruth

 

Para mais informações, contactar a Subcomissão Científica, coordenada pelo Dr. Domingos Gabriel Nzau Nddele (+244) 929 489231 / 914 977263

 

COORDENADOR E PORTA – VOZ

José Francisco Luemba, Ph.D

Educar o homem no contexto angolano do ego global

Conferência sobre Março Mulher Universtária - A Mulher na transformação de sí e do outro: caso das mulheres trabalhadoras em escolas infantís no BrasilPor Prof. Doutor Nlando Balenda, docente efectivo da Universidade 11 de Novembro, colocado no Instituto Superior de Ciências da Educação-Cabinda, proferiu a sua comunicação com a presença massiva de estudantes e professores que forma sábia concluí o seguinte:

Com o advento da paz verdadeira tem sido moda nos discursos dos políticos, educadores e sociedade em sí, a necessidade de “Resgate dos valores cívico -morais “ via processo de ensino.

Os incessantes discursos notam existir uma sociedade em “ crise “ de diversos valores identitários de um determinado povo até de um subgrupo etnolinguístico de uma dada região ou localidade dum território, como é caso do subgrupo etnolinguístico “ Bawoyo “ da cidade de Cabinda e arredores. É deste subgrupo  kongo cujo o nome remonta do reino do Ngoyo que se estende da fronteira do Yema à margem esquerda do rio Lolombe ao norte, que tenho a ousadia de tratar nesta  reflexão por aglutinar enormíssimas formas de educação em valores.

O imparável processo educativo e de formação aberto aos homens nos últimos séculos trouxe luzes às pessoas que ontem viviam nas escuras, torna tarefa difícil resgatar valores sem  fontes bibliográficas (desconhecidos) e egocêntricos no actual contexto de ego plural pela dimensão das constelações humanas vivendo juntas.

A identidade não é um dado imutável, nem externo, que possa ser adquirido como um vestuário no mercado. É um processo de construção do sujeito historicamente situado. É um espaço de construção de modos de ser e  de estar na vida social que se constrói continuamente nas interacções entre as pessoas. Espaço de aprendizagem continuada, assimilação, de adaptação e de acomodação aos novos contextos e desafios.

A formação do novo tipo de professor na perspectiva de construção da cidadania pode ser o alicerce certo da edificação da democracia bem como o envolvimento de toda sociedade em questões educativas e de formação do homem ;

Desenhar perfis de cidadãos adequados aos desafios da cidadania global requer do estado/ Governo, a construção de planos curriculares onde constarão diferentes sistemas de habilidades, conhecimentos, saberes, saber fazer,  saber ser, saber desaprender e saber viver juntos  incluindo programas com  objectivos racionalmente clarificados pode ajudar formar o homem ideal pretendido.

As sociedades conscientes da necessidade de aproximação, alavanca para uma vida sã e melhor em colectividade, não admitem isolamentos em defesa de valores egocêntricos e ruins nesta era democrática.

A Educação e formação para a Cidadania visam desenvolver o    conhecimento, a compreensão, as capacidades, as atitudes e os valores que ajudem as crianças, os jovens adolescentes e adultos a :

desempenhar um papel activo ao nível da comunidade local, nacional e planetária ;

Estar informados e conscientes dos seus direitos, responsabilidades e deveres e obrigações;

Compreender que se pode ter influencia e marcar a diferença na comunidade de sua pertença;

A internacionalização da vida das sociedades nacionais, o fenómeno da globalização, os problemas do ambiente, as tensões e conflitos de um novo tipo, bem como a generalização de certas normas e de certos comportamentos culturais que entram em conflitos com os valores tradicionais, os problemas éticos cada vez mais complexos, dos quais nem os indivíduos nem as sociedades podem escapar, são alguns dos factos relevantes da nossa época.

As sociedades, as repleções entre os indivíduos, entre estes últimos e as instituições, entre diversos grupos e entre nações tornam-se cada vez complexos.

A educação, ensino e formação são instrumentos decisivos para o desenvolvimento pessoal e sustentável dos países e das sociedades democráticas.

As sociedades consideram a educação e o ensino como a chave para a libertação de homens e mulheres que componham a humanidade.

Conferência sobre Março Mulher Universtária - A Mulher na transformação de sí e do outro: caso das mulheres trabalhadoras em escolas infantís no Brasil

Inicio das aulas na Faculdade de DireitoNo âmbito das Jornadas Março Mulher Universitária, foi-nos brindada uma conferência sobre as mulheres trabalhadoras nas escolas infantís do Brasil. A conferência foi proferida pela Profª. Doutora Maria Inês Mafra Goulart, pesquisadora há longos anos afecta à Universidade Federal de Minas Gerais-Brasil, é de realsar que ela se encontra em Cabinda em prol do convênvio existente entre essa universidade e a Universidade 11 de Novembro que contrala as  pronvícias de Cabinda e Zaire de acorda a política de expansão do ensino Superior em Angola.

Nesta 4ª edição a universidade teve como surpresa positiva, o maior número de solicitações na apresentação das comunicações acadêmicas de vários pesquisadores nacionais e estrangeiros, o interesse da imprensa na divulgação que destacou o índece de organização do evento desde a qualidade das comunicações apresentadas, logistica e participação dos participantes (docentes, discentes e convidados).

A Profª. Doutora Maria Goulart, com a sua apresentação, permitiu a todos presentes reflexões profundas sobre o papel da mulher na transformação do homem que ao fazer o uso da palavra, disse:

O objetivo desta comunicação é tecer algumas reflexões acerca do papel da mulher na formação e transformação de si mesma e do outro. Para isso nos apoiamos em uma concepção que desnaturaliza as relações entre o feminino e o masculino e entende o sujeito mulher como uma construção coletiva histórica. Parte de uma concepção de gênero como construído na cultura e na história e implicado com as relações de poder. Entende, portanto, que é na cultura, na linguagem, nos modos de significação do feminino que a mulher se constrói (HARAWAY, 1995; LOURO, 2001). Com essas concepções em mãos, esta comunicação apresenta dados de uma pesquisa junto a mulheres trabalhadoras em escolas de educação infantil no Brasil, que participaram de um programa de formação no ensino médio, modalidade normal, patrocinado pelo Governo Federal, através do Ministério de Educação e Cultura. Analisa, ainda, as contribuições do Programa para o público alvo. A coleta de dados teve como base um instrumento adaptado do “Questionário do Professor” construído pela Fundação Carlos Chagas. O tratamento dos dados valeu-se do programa Statistical Package for the Social Sciences – SPSS. A análise dos dados teve como referencial teórico os estudos atuais sobre a formação docente. Como resultados, traçamos um perfil sócio-econômico, profissional e cultural dos sujeitos envolvidos, levantamos os vínculos trabalhistas, identificamos as concepções de Educação Infantil subjacente às práticas exercidas nos diversos municípios. Assim, observamos que a identidade do professor de Educação Infantil ainda se encontra ligada a um cunho assistencialista, especialmente para o atendimento das crianças de zero a três anos. As evidências apontam uma compreensão dessa profissão como ofício, ou seja, própria de um profissional do sexo feminino, pautada pelos saberes da experiência, fortemente relacionados ao cunho doméstico, centrados no cuidado (CAMPOS, 2002). Entretanto, observamos que a participação no PROINFANTIL alterou o trabalho dos participantes, que buscou na elaboração de planejamentos e de registros das atividades, uma forma de ultrapassar a prática centrada apenas no cuidado. Com essa inovação, os professores cursistas iniciaram uma mudança no contexto institucional introduzindo conhecimentos e competências que, anteriormente não se faziam presentes. A mudança também se fez presente na construção da identidade daquelas professoras. Como nos diz Simone de Beauvoir em 1949, não se nasce mulher. Também não se nasce professora. Participando de uma prática social inovadora e com seu poder de agir, aquelas mulheres lutaram pela conquista de seu profissionalismo e mudaram seus lugares sociais na família e na sociedade. Deixaram, também, de ser “cuidadoras”, “crecheiras”, “recreadoras” e se tornaram Professoras de Educação Infantil. Por meio da cultura, da linguagem, na interação com o outro, construíram para si novos modos de significação do feminino e uma nova identidade. Ganharam, dessa forma, o respeito da comunidade.

 Palavras-chave

 Formação de Professores; Educação Infantil; Gênero

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